Aventura · Viagem · Summer 2020
Mochilão antes do fim do mundo
🇧🇷 Maceió, Alagoas → Natal, Rio Grande do Norte







Foi minha primeira viagem sozinho e a primeira vez que acampei. Até então, seria também a minha viagem mais longa: praticamente um mês longe de casa. Foi um mês de muita reflexão, muita caminhada, muito aprendizado e muitas experiências diferentes.
Na lista da mochila tinha caneta, bloquinho, Kindle, fio de varal e pregadores de roupa. E eu não tinha ideia de quando ia lavar as minhas roupas, que não seriam muitas na mala.
Também não sabia quanto tempo exatamente ficaria em cada lugar, se iria mudar uma parada aqui e ali e se dava pra fazer algum trecho a pé ou de carona. Eu estava me planejando bastante, mas, ao mesmo tempo, tentando me forçar a planejar menos. Tentando trabalhar esse traço da minha personalidade que quer pensar em tudo antes.
Tinha tirado os quatro sisos pouco antes de embarcar e ainda estava me recuperando. No começo da viagem, precisei antecipar minha ida a Recife para procurar um dentista. Eu queria aproveitar tudo, mas não tinha me dado o tempo de recuperação necessário. No meio de tanto planejamento, tive que mudar os planos.
Depois de um tempo sozinho, fui encontrar meus amigos em Pernambuco e passar meu primeiro carnaval em Olinda. Me arrisquei no frevo, subi e desci muitas ladeiras e lá concluí que realmente é coisa de outro mundo.
Depois de Recife e Olinda, fomos para Tambaba, em Conde, na Paraíba. Visitamos a praia e ficamos na pousada e restaurante Arca de Bilú.
No percurso, passei por vários estados e me encantei pelo Nordeste e suas pessoas. E me apaixonei de fato nessa viagem.
Em São Miguel dos Milagres, me impressionei com as águas transparentes do Caribe brasileiro, os coqueiros a perder de vista e a receptividade de todos com quem tive contato.
Em Pipa, tive contato com pessoas de vários cantos do mundo que haviam ido morar lá, naquele lugar paradisíaco. Diziam que era o lugar mais lindo que já tinham visto e não conseguiram ir embora.
Terminei a viagem com um sentimento de gratidão imensa. Uma viagem realmente muito marcante, que me mostrou ser capaz de muitas coisas que não imaginava.
Olhando pra trás, vejo também uma passagem para a vida adulta. Eu tinha entrado no Nubank como estagiário no ano anterior e estava começando meu último ano da faculdade, que seria também o ano da minha efetivação. Até a retirada dos quatro sisos ficou, na minha memória, como parte desse rito de passagem. A pandemia aceleraria tudo isso de um jeito que eu ainda não conseguia imaginar.
Voltando pra São Paulo, percebi que tive ainda mais sorte. Quando marquei essa viagem e durante ela, apesar de já ter começado a ouvir alguns relatos de um tal de coronavírus, eu não imaginava o que estava por vir.
Eu realmente estava à beira do precipício e não tinha ideia. O mundo inteiro mudou depois dessa viagem e nunca mais voltou ao normal, em vários sentidos.
Lugares da viagem
De Maceió a Natal
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Linha contínua: trechos registrados. Tracejado: ligações aproximadas pelas estradas entre as paradas. Locais particulares ficam fora do traçado.
Uma viagem, várias paradas
As paradas
- 01
- 02
Praia do Riacho · Milagres
Ver lugar no Google Maps ↗ - 03
Camping do Bacurau · Japaratinga
Ver lugar no Google Maps ↗ - 04
Maragogi
Ver lugar no Google Maps ↗ - 05
Japaratinga · retorno
Ver lugar no Google Maps ↗ - 06
- 07
- 08
Tambaba · Arca de Bilú
Ver lugar no Google Maps ↗ - 09
Pitimbu
Ver lugar no Google Maps ↗ - 10
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Sobre o percurso
Algumas passagens pelo litoral da Paraíba e entre cidades continuam incompletas. Endereços particulares foram omitidos; o camping de Milagres ainda não foi identificado pelo nome.